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Raquel Bonfim de Santana Araújo, 21 anos, morreu esfaqueada na casa do ex-namorado, na zona norte de São Paulo. Ele foi preso nesta segunda-feira | Reprodução/Redes Sociais

Uma jovem de 21 anos foi morta a facadas na manhã de sábado (25), quando foi à casa do ex-namorado, de 30 anos, na região da Brasilândia (zona norte da capital paulista). 

A polícia investiga o que teria motivado o crime, que foi registrado como feminicídio (quando a vítima é morta por ser mulher). 

O suspeito foi ao 72º DP (Vila Penteado) na manhã desta segunda-feira (27), para prestar depoimento sobre o caso. Durante este período, a Justiça decretou sua prisão temporária de 30 dias e ele foi detido no local. A defesa não foi encontrada pela reportagem. 

Segundo a polícia, a vítima, identificada como Raquel Bonfim de Santana Araújo, foi à casa do ex-namorado onde ambos teriam discutido por causa de um celular, que pertenceria à mulher e estava com o suspeito. Por isso, o homem a teria esfaqueado e fugido em seguida, usando uma moto. A polícia disse que ele levou o celular da vítima. 

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para socorrer a mulher. Porém, socorristas constataram que ela morreu no local do crime. O caso foi registrado como feminicídio e furto no 72º DP (Vila Penteado). 

Feminicídios aumentam  Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), os feminicídios aumentaram na capital paulista e no estado de São Paulo, entre 2018 e 2019. Na capital, foram registrados 29 casos em 2018 e 43 no ano seguinte, representando alta de 48,2%. 

Este tipo de crime também aumentou no estado, em 33,8%, quando comparados, respectivamente, os 136 e 182 casos. O aumento deste tipo de violência vai na contramão dos registros de homicídios no estado, que chega à menor taxa de assassinatos por grupo de 100 mil habitantes da série histórica: 6,56. Em 2001, essa mesma taxa era de 35,06.

FolhaPress