Publiquei aqui, em novembro do ano passado, que a Massagueira, em Marechal Deodoro, abrigará o primeiro cemitério vertical de Alagoas.

Diferente do modelo tradicional, com covas de 7 palmos abaixo do solo, no sistema vertical os corpos são sepultados em gavetas, que ficam em prédios climatizados e com estrutura para receber familiares dos mortos.

Ecomomorial de Alagoas será construído às margens da AL-101 Sul, numa área de 10 hectares. Mesmo sendo um modelo não poluente, os empresários venceram uma batalha irracional contra figuras indicadas para ocupar cargos na APA de Santa Rita e no Instituto do Meio Ambiente (IMA). Irracional porque o modelo vertical funciona respeitando todas as regras ambientais. Os corpos são sepultados em lóculos individuais, divididos e sobrepostos em andares, podendo ser exumados após 36 meses, sendo transferidos para o ossuário da família.

Felizmente prevaleceu o bom senso e os investidores já estão de posse das licenças ambientais. As obras começam em janeiro próximo e o funcionamento pleno em 13 meses.

A verticalização dos cemitérios já é uma tendência mundial, mas no Nordeste funciona no Recife – desde 2001 – e Natal, desde o final do ano passado.  

Preço e qualidade
Outra informação importante é que – segundo a fonte – os valores serão acessíveis e que haverá planos que contemplam até 10 pessoas da família.

Tecnologia e ambientalmente correto
Este tipo de construção tem sido vista como solução ambiental, e pretende otimizar e modificar a tradicional forma de sepultamento, que ocupa grandes espaços e traz alguns impactos à natureza.

Além das gavetas de sepultamento, o Ecomemorial de Alagoas contará com outros espaços, com ambientes climatizados, floricultura, cafeteria, espaço de convivência, salas de velório, quatro capelas, mais de seis mil gavetas e mais de seis mil ossários. 

O Brasil tem um dos maiores cemitérios verticais do mundo: o Memorial Necrópole Ecumênica, criado em 1983 na cidade de Santos, litoral paulista, com 14 pavimentos.