Atacante brasileiro foi acusado de estupro por uma garota em Paris, em maio. Dirigentes podem afastar o jogador da preparação para a Copa América

A crise aberta diante da acusação contra Neymar sobre uma acusação de estupro e sua decisão de colocar nas redes sociais imagens íntimas preocupam a cúpula da CBF. Em Paris, para o Congresso da Fifa, os dirigentes passaram a acompanhar com máxima atenção a situação vivida pela seleção. 

A avaliação de alguns dirigentes é de que, se a crise começar a afetar a preparação da seleção brasileira, medidas terão de ser tomadas. Ou seja: um eventual afastamento do jogador – de forma temporária ou permanente – para que possa lidar com sua situação legal. 

Oficialmente, nenhum cartola se pronunciou. O presidente da CBF, Rogério Caboclo, tampouco deu declarações sobre o assunto. 

Mas o assunto passou a ser incontornável. Nos corredores das reuniões da Fifa, não foram poucos os dirigentes estrangeiros que interrogaram os brasileiros sobre a situação do jogador. Se não bastasse o interesse mundial pelo craque, os encontros da Fifa ocorrem nesta semana em Paris, cidade do clube do jogador. 

Nas telas das TVs espalhadas pelos hotéis, o noticiário sobre a situação do jogador passou a ser quase permanente desde o fim de semana, levando até mesmo os principais programas a debater a crise. 

No hotel em Paris onde teria o suposto encontro entre Neymar e a brasileira que o acusa, a ordem também é de manter um silêncio total. Questionada pela reportagem a direção do local se recusou a comentar a situação.

 A POLÊMICA

Neymar foi acusado de um estupro que teria acontecido no dia 15 de maio, em um hotel de Paris, na França. A garota realizou laudo médico, em 21/05, e também registrou Boletim de Ocorrência na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, em Santo Amaro, bairro da Zona Sul de São Paulo. 

Para desmentir a situação o jogador expôs “prints” das conversas com a mulher, onde aparece a marcação do encontro entre os dois na capital francesa.

 

 UOL