AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE
AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE
AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE

Alba: patrimônio vivo da luta democrática e popular em Alagoas

ALBA CORREIA, uma das mais importantes ativistas alagoanas, terá sua biografia lançada amanhã. Completando 88 anos de idade no dia 13 de maio, contabiliza 64 anos de militância revolucionária, desde quando, em 1962, passou a integrar as fileiras do MEB em Maceió. O Movimento de Educação de Base foi criado em 1961, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), refletindo e antecipando interpretações avançadas das teses que seriam levadas ao Concílio Vaticano II, cujos trabalhos se estenderiam de 1962 a 1965. O MEB tinha como meta se dedicar à libertação das populações oprimidas através de iniciativas práticas como a alfabetização, usando o método Paulo Freire, e impulsionando movimentos políticos contestatórios ao sistema, como os círculos operários, ligas camponesas, cooperativas, sindicatos e demais entidades representativas não-governamentais.

CÍNTIA RIBEIRO, 
jornalista, escritora, roteirista e ativista libertária, é a responsável pela obra. Dedicou-se a esse trabalho desde 2020, conversando com Alba, selecionando documentos, recolhendo depoimentos de quem militou junto com ela. O resultado – excelente – é uma publicação somando três espaços editoriais: I) a narrativa analítica de Cíntia sobre Alba Correia e os contextos vividos por ela, desde os anos 1960, como mulher negra, educadora, liderança política e sindical, militante de esquerda na clandestinidade e na legalidade democrática; II) a fala memorialística, em primeira pessoa, da biografada; III) depoimentos de ativistas que a acompanharam ao longo de sua trajetória. O livro tem a chancela da Editora da Universidade Estadual de Alagoas (EDUNEAL) e apresentação do Reitor da UNEAL, professor Odilon Máximo.

NA AGITADA DÉCADA 1960-1970, 
Alba Correia destacou-se, atuando especialmente nos processos de cooperativismo, e na educação de base, em Alagoas. Ela acompanhou, por dentro, as ebulições que transformaram o perfil dos movimentos da juventude católica em organizações cada vez mais engajadas na luta contra as injustiças sociais. Foi uma das primeiras lideranças alagoanas a ingressar na Ação Popular (AP), também pioneira no salto para Ação Popular Marxista-Leninista, e igualmente esteve na linha de frente da militância da APML que optou por se filiar ao PCdoB. Nos primórdios de AP, militou ao lado da alagoana Macilea Rocha, que se mudaria para São Paulo no final dos anos 1960 e lá se tornaria mãe de Alexandre Padilha, hoje ministro da Saúde pela segunda vez. Jarede Viana e Ivanilda Verçosa foram outras companheiras de AP que seguiram o mesmo caminho de luta e se tornaram também referências da esquerda em Maceió.

COM EDUARDO BOMFIM,
 reestruturou o PCdoB em Alagoas a partir de 1973. Atuaram em dupla, como principais dirigentes políticos da sigla, durante os períodos mais duros da repressão. Em 1977, deram início a um ousado e bem-sucedido plano de expansão partidária, ainda sob rigorosa clandestinidade. De 1978 em diante foi uma espiral de crescimento, começando pelo movimento estudantil universitário, irradiando em seguida para o movimento secundarista e para os espaços sindicais. Alba se afirmou como a principal liderança de massas do professorado alagoano, elegendo-se como presidenta da APAL (Associação dos Professores de Alagoas) e em seguida fundando o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal).

SEXTA-FEIRA, 10 DE ABRIL, 
às 19 horas, será o lançamento do livro “Alba – A Beata Comunista”, título extremamente feliz criado por Cíntia Ribeiro, a biógrafa. A noite de autógrafos será na Associação Comercial de Maceió (Rua Sá e Albuquerque, 467, Jaraguá). Trilha sonora incidental, priorizando o cancioneiro da Resistência, a cargo do Coral do Sinteal e de José Luiz Pompe (voz e violão).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *