A cidade de Ubá viveu horas de terror após o transbordamento do Rio Ubá, que atingiu a marca de 7,82 metros e provocou a maior enchente registrada nos últimos anos no município da Zona da Mata mineira.
A força da água surpreendeu moradores e comerciantes. Ruas do centro ficaram completamente submersas e veículos foram arrastados pela correnteza, em cenas que rapidamente se espalharam pelas redes sociais. Em alguns pontos, a enxurrada invadiu estabelecimentos comerciais, incluindo concessionárias, causando prejuízos ainda incalculáveis.
De acordo com a prefeitura, ao menos sete pessoas morreram em decorrência da tragédia. Equipes de resgate atuaram em dezenas de ocorrências, incluindo salvamentos em áreas isoladas e atendimento a vítimas de desabamentos. Pontes ficaram danificadas e diversos bairros registraram quedas de energia e interrupção no abastecimento.
Calamidade pública e mobilização solidária
Diante da dimensão dos danos, a administração municipal decretou estado de calamidade pública, o que permite acesso facilitado a recursos estaduais e federais para ações emergenciais. Abrigos foram montados para acolher famílias desalojadas, enquanto voluntários e instituições organizam campanhas de arrecadação de alimentos, roupas e produtos de higiene.
A Defesa Civil segue monitorando o nível do rio e orienta a população a evitar áreas de risco. Técnicos avaliam estruturas comprometidas e trabalham na desobstrução de vias tomadas por lama e destroços.
A tragédia reacende o debate sobre drenagem urbana, ocupação de áreas ribeirinhas e medidas preventivas diante de eventos climáticos extremos, que têm se tornado cada vez mais frequentes na região.

