Abusos e tortura: Justiça acolhe denúncia contra donos de clínica de reabilitação em Marechal

Além da morte da esteticista Cláudia Pollyane, investigação aponta outros crimes cometidos contra pacientes

Proprietário da clínica foi preso no dia 22 de agosto. Porllane Santos

A Justiça de Alagoas acolheu a denúncia do Ministério Público Estadual (MPAL) contra Maurício Anchieta de Souza e Geralda Anchieta, proprietários da clínica de reabilitação Luz e Vida, localizada em Marechal Deodoro, por novos casos de tortura, maus-tratos e abusos cometidos contra pacientes internados na unidade.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil (PC), outros internos do centro confirmaram, em depoimento, que eram agredidos física e verbalmente com frequência e submetidos a tratamentos degradantes. Uma das vítimas relatou ainda ter sido obrigada a manter relações sexuais com o proprietário da clínica semanalmente.

Com o acolhimento da denúncia, o casal passa agora à condição de réu no processo e terá prazo legal para apresentar defesa.

A Justiça determinou a continuidade da ação penal, que tramita de forma independente do caso de maior repercussão envolvendo o mesmo estabelecimento.

Caso Cláudia Pollyane

A clínica Luz e Vida foi interditada no dia 25 de agosto, após o assassinato da esteticista Cláudia Pollyane Faria de Santa’Anna, de 41 anos. O corpo dela foi encontrado dentro da unidade, com vários hematomas e sinais de violência.

Durante uma operação conjunta da Polícia Civil, Instituto de Criminalística (IC), Vigilância Sanitária (VISA) e Corpo de Bombeiros (CB), os agentes encontraram sangue nas paredes de um dos quartos, conhecido entre os internos como o “quarto do castigo”.

O proprietário da clínica foi preso três dias depois, no dia 22 de agosto, em um motel no bairro Jacarecica, em Maceió, após ter fugido. Já a esposa dele havia sido detida no dia 15 de agosto, acusada de abusar sexualmente de uma adolescente de 16 anos internada no local.

A morte de Cláudia Pollyane segue sob investigação em inquérito separado, enquanto os novos crimes denunciados — envolvendo outros pacientes — agora serão analisados pela Justiça.

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