AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE
AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE
AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE

Senado aprova gratuidade da conta de luz para famílias de baixa renda

Texto seguirá para sanção do presidente Luís Inácio Lula da Silva

Texto foi aprovado com 49 votos a favor, 3 contrários e 3 abstenções

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (17) a Medida Provisória 1.300/2025, que amplia a Tarifa Social de Energia Elétrica e garante isenção total da conta de luz para cerca de 4,5 milhões de famílias de baixa renda. A votação ocorreu no último dia de vigência da MP, com 49 votos favoráveis, 3 contrários e 3 abstenções. O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, segue agora para sanção presidencial na forma do Projeto de Lei de Conversão 4/2025.

A gratuidade valerá para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que tenham consumo mensal de até 80 kWh. Atualmente, a tarifa social oferece descontos parciais, que variam de 10% a 65% para consumo de até 220 kWh. A nova regra também contempla beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), comunidades rurais, indígenas e quilombolas, ampliando o alcance da política social.

De acordo com o governo, a medida deve beneficiar direta ou indiretamente 115 milhões de consumidores até 2026, quando passarão a vigorar novas regras que incluem a isenção de cobrança da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) para famílias com renda per capita de até um salário mínimo e consumo de até 120 kWh.

O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) destacou que a iniciativa representa “um avanço na redução da desigualdade energética” e traz “alívio tarifário para milhões de brasileiros”. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o impacto financeiro, estimado em R$ 4,5 bilhões por ano, e alertou que o custo será repassado à classe média, às empresas e à indústria por meio da CDE, que já soma R$ 50 bilhões em subsídios.

O texto aprovado também inclui descontos para hidrelétricas com dívidas relativas ao Uso do Bem Público (UBP) e prevê mudanças para o setor de irrigação e aquicultura, flexibilizando horários de desconto no uso da energia. Além disso, a partir de 2026, o custo da energia gerada por usinas nucleares será rateado entre todos os consumidores, com exceção das famílias de baixa renda.

Parte das propostas originais foi retirada da versão final e transferida para a MP 1.304/2025, como a escolha do fornecedor pelo consumidor, mudanças no mercado de gás natural e fim de incentivos a energias alternativas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *