CSA 0 x 0 Vasco – Duelo de Estilos: CSA resiste, Vasco insiste

CSA e Vasco ficaram no 0 a 0, em jogo pelas oitavas de final da Copa do Brasil, no Estádio Rei Pelé. Ailton Cruz

O placar não saiu do zero, mas o jogo teve conteúdo. O Vasco dominou a posse, ocupou o campo ofensivo e buscou o gol com insistência. Faltou transformar esse domínio em chances claras e finalizações mais eficazes. O CSA, por sua vez, foi competitivo, bem postado e soube explorar as poucas brechas com inteligência.

Primeiro tempo: o roteiro foi do Vasco, mas os sustos foram do CSA


CSA 0 x 0 Vasco - Duelo de Estilos: CSA resiste, Vasco insiste
João Vitor conduzia livre e conseguia ter opções de passe ..

Nos 30 minutos iniciais, o time de Diniz foi superior. Trabalhou bem pelo lado esquerdo com Piton, David e Nuno Moreira. Mas quando tentou pelo alto, esbarrou na dupla Betão e Islan, firme nos duelos aéreos. Quando buscou o chão, parou em Gabriel Félix.

O CSA suportou a pressão inicial e foi crescendo. Com Brayann e Felipe Albuquerque coordenando pela direita, e Tiago Marques vencendo duelos físicos na força, o time alagoano teve as melhores chances, mesmo que em contra-ataques. A finalização de Tiago, no lance mal anulado, era para ser gol.

Destaques defensivos

Gabriel Félix mostrou segurança e bom posicionamento. Betão neutralizou Vegetti com firmeza. Islan foi soberano nas coberturas e interceptações, limpando bolas perigosas com excelente leitura de jogo. Camacho e Nicola também foram firmes na entrada da área. O CSA foi coletivo, intenso e comprometido.

Segundo tempo: Vasco tentou ganhar no volume, CSA quase ganhou no erro


CSA 0 x 0 Vasco - Duelo de Estilos: CSA resiste, Vasco insiste
Ailton Cruz

O Vasco voltou pressionando. Coutinho entrou e deu nova dinâmica ao lado esquerdo. A melhor jogada saiu em tabela com Piton, que terminou com finalização de canhota, por pouco não resultando em um golaço. A bola saiu raspando, na melhor chegada carioca em todo o jogo.

Baianinho entrou bem e quase aproveitou uma falha de Hugo Moura. No fim, João Victor foi expulso ao parar outro contra-ataque. O Vasco perdeu força no momento em que mais precisava.

Duas formas distintas de competir


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Márcio Fernandes, técnico do CSA, com o técnico fernando Diniz, do Vasco. Ailton Cruz

CSA foi reativo. Vasco, propositivo. O time de Diniz jogou com coragem, tentou propor, acelerou e errou. A natureza ofensiva do Vasco é um risco constante. E o CSA tentou surfar nessa instabilidade. Não foi o Azulão que o torcedor está acostumado a ver, com meias se destacando ofensivamente. O plano era claro: recuperar e atacar direto. E quase deu certo

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