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Quem é Deolane Bezerra, influenciadora e advogada presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra em uma operação do Ministério Público de São Paulo contra lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) voltou a colocar o nome dela no centro do noticiário nesta quinta-feira. Conhecida pela atuação nas redes sociais, pela relação com o funkeiro MC Kevin e pelas polêmicas envolvendo apostas e investigações policiais, ela acumula mais de 21 milhões de seguidores no Instagram e construiu uma imagem pública marcada pela ostentação, exposições da vida pessoal e embates com autoridades.

Natural de Pernambuco, Deolane ganhou projeção nacional a partir de 2021, após a morte de MC Kevin, que caiu da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em maio daquele ano. Embora os dois se apresentassem como casados, o casal havia ficado noivo semanas antes da morte do cantor, durante uma viagem ao México.

Influenciadora é mãe de três
Antes da fama nacional, ela já atuava como advogada criminalista e tinha presença nas redes sociais. Com a repercussão do caso envolvendo MC Kevin, passou a ampliar a atuação como influenciadora digital, acumulando contratos publicitários, participações em programas de televisão e forte presença no universo das apostas on-line.

Mãe de três filhos — Gilliard Bezerra, Kayky Bezerra e Valentina Bezerra —, Deolane tentou ainda investir na carreira musical em 2021. No ano seguinte, participou da 14ª edição de “A Fazenda”, reality show da Record, mas deixou o programa após a morte da mãe.

Em setembro de 2024, ela foi presa pela Polícia Civil de Pernambuco durante uma operação contra uma organização investigada por lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Na ocasião, a investigação também mirava movimentações financeiras ligadas a plataformas de apostas. Depois de ser solta, Deolane passou a atacar publicamente a condução do inquérito e acusou autoridades de abuso de poder.

Após deixar a prisão, Deolane passou a travar uma disputa pública com o delegado Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco, responsável pela investigação sobre jogos ilegais e lavagem de dinheiro que levou à detenção dela em 2024. Em declarações nas redes sociais, a influenciadora acusou o policial de abuso de autoridade e afirmou que teria sido alvo de uma “prisão criminosa”. A reação motivou uma ação judicial movida pelo delegado, que cobra indenização por danos morais.

Nas redes sociais, Deolane consolidou uma imagem ligada à ostentação e ao universo das apostas on-line. Em publicações frequentes, exibe viagens internacionais, carros de luxo, joias e roupas de grife, além de divulgar plataformas de Bets. As postagens também costumam trazer mensagens religiosas. Na descrição do perfil no Instagram, ela mantém a frase: “Em Ti confio, Deus”.

Quase dois anos depois da primeira prisão, Deolane volta a ser alvo de uma grande operação policial. Desta vez, a ação foi conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil em uma investigação sobre lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Segundo as autoridades, o esquema envolveria uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, apontada como empresa utilizada pela cúpula da facção para movimentações financeiras ilegais.

Além de Deolane, a operação também teve como alvos Marco Herbas Camacho, apontado como líder máximo do PCC, o operador financeiro Everton de Souza, conhecido como “Player”, além de familiares ligados à organização criminosa.

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