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Petróleo desaba após Trump dizer que guerra terminará “rapidamente”

Os preços internacionais do petróleo operam em forte queda, nesta quarta-feira (20/5), em meio à nova onda de otimismo nos mercados globais após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade do fim da guerra contra o Irã.

O que aconteceu
Por volta das 10h45 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para julho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 2,07% e era negociado a US$ 101,99.
No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava perdas de 2,17%, a US$ 108,87.
Na sessão de terça-feira (19/5), o petróleo fechou em queda. O barril do tipo WTI recuou 0,22%, a US$ 104,15, enquanto o brent cedeu 0,73%, a US$ 111,28.

Fim da guerra volta ao radar
O otimismo dos investidores se deve a uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, na véspera, dando conta de que a guerra com o Irã no Oriente Médio pode chegar ao fim “muito rapidamente”.

As declarações foram dadas a parlamentares, na Casa Branca, e vão na direção oposta ao discurso adotado pelo próprio Trump anteriormente.

Mais cedo, na terça-feira, Trump havia dito que poderia “precisar atacar o Irã novamente”. “Espero que não tenhamos de voltar com a guerra, mas podemos ter de dar a eles (Irã) outro grande golpe… Ainda não tenho certeza. Vocês saberão muito em breve”, afirmou.

O presidente norte-americano também revelou que, na segunda-feira (18/5), esteve a apenas uma hora de autorizar ofensiva contra o Irã, mas decidiu adiar a ação após pedidos de líderes do Oriente Médio.

Segundo o republicano, o ataque estava previsto para ocorrer na terça, mas foi suspenso diante da possibilidade de avanço nas negociações diplomáticas envolvendo o conflito.

Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que recebeu apelos do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani; do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman; e do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

“Fui solicitado […] a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã. Isso porque negociações sérias estão em andamento”, escreveu.

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