PAULO DANTAS, governador de Alagoas, confirmou presença em ato no Hospital Metropolitano, segunda-feira, 18 de maio, às 10:30. Será momento de celebração pelo sexto aniversário da instituição e, simultaneamente, registro de um tributo aos profissionais de saúde pela heroica luta que marcou a inauguração daquele importante centro de saúde, em 15 de maio de 2020.
ALEXANDRE AYRES era o secretário estadual de Saúde quando da inauguração, ocorrida num dos momentos mais tensos da pandemia de Coronavírus, quando os boletins do dia 15 de maio de 2020 apontavam para 220.291 infectados e 14.962 óbitos em todo Brasil, como registrou o G1. A reportagem indica que Alagoas era o Estado que melhor atualizava seus dados em todo país, e os números alagoanos naquela data apontavam para 3.212 infectados e 187 óbitos. A inauguração do Metropolitano, sete meses depois da abertura do Hospital da Mulher, representou um tremendo avanço na guerra contra o Covid-19. Hoje, como deputado estadual, Ayres é o propositor da homenagem desta segunda feira, e doou uma escultura para marcar essa história.
RENAN FILHO, governador de Alagoas na época, havia colocado em andamento, desde o primeiro dia de sua gestão, o projeto estratégico de construção de novos e modernos equipamentos públicos de saúde. Essa iniciativa foi a principal base para o melhor enfrentamento da pandemia, imprevista em 2015. Em 19 de setembro de 2019, imediatamente ao ser inaugurado, o Hospital da Mulher Nise da Silveira, o primeiro da série, foi destinado ao atendimento das vítimas do Coronavírus, política sequenciada pela entrega do Metropolitano em 15 de maio de 2020. Essas novas unidades garantiram ao Estado condições diferenciadas em relação ao resto do país para o combate ao Covid-19, o que levou Alagoas ao topo dos resultados positivos, inclusive recebendo pacientes graves vindos de outros Estados.
MARTA ANTÔNIA, trabalhadora da saúde com destacada autuação no Hospital da Mulher, foi a primeira pessoa vacinada em Alagoas contra o Covid. A aplicação da dose pioneira se deu em 19 de janeiro de 2021, em ato público realizado no Hospital Metropolitano, sob a coordenação do secretário Alexandre Ayres e do governador Renan Filho. Assinale-se que isso aconteceu apenas dois dias depois da primeira pessoa –Mônica Calazans, enfermeira – receber a vacina no Brasil, em São Paulo, em 17 de janeiro de 2021, em ato comandado pelo governador paulista, João Dória Júnior.
EDWARD JENNER, médico franco-inglês, em maio de 1796, foi o pioneiro – no Ocidente – na aplicação de uma vacina em humanos. Há 230 anos, na Inglaterra, ele ousou experimentar substâncias colhidas em vacas infectadas com varíola bovina para combater a varíola humana. Deu certo, e tem salvado milhões de vidas até hoje. Infelizmente, três séculos depois, o então presidente brasileiro, um meliante hoje presidiário, desencadeou uma violenta campanha contra à vacinação para o Covid, dificultando tremendamente o trabalho de prevenção e, ao fim e ao cabo, multiplicando o número de mortes pelo Coronavírus. Vacinar, em 2020, era um ato de coragem, uma insurgência pela vida.
RONINHO RIBEIRO, artista plástico autodidata, com ateliê em Santana do Ipanema, sensibilizado com a batalha pela vacinação, e para marcar o primeiro ano do Hospital Metropolitano, se deslocou até Maceió, em maio de 2021, e entregou ao secretário Alexandre Ayres uma escultura registrando a primeira dose da vacina contra o Covid em Alagoas. Anos depois, como deputado estadual, Ayres encomendou a Roninho uma nova obra, repetindo a homenagem em escala maior. Essa escultura, doada ao Estado, será inaugurada segunda-feira, no Hospital Metropolitano. Compareça! É um ato de afirmação pelo direito de lutar pela vida, contra todos os mitos negacionistas.
Uma escultura e um ato em defesa da vida e da saúde pública

