O assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o “Joba”, de 33 anos, coordenador de base do CRB, estava planejado desde dezembro de 2025 e teria sido encomendado por R$ 10 mil. A revelação foi feita nesta segunda-feira (26), três dias após o crime, pela coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tacyane Ribeiro.
A execução de Joba, que era conhecido nos bastidores do esporte como um homem tranquilo e de boa convivência chamou muita atenção, em especial dos alagoanos ligados ao Futebol.
“O Joba tinha um relacionamento com a mulher. Após o término, a mulher se envolveu com outro rapaz e não deu certo esse relacionamento. Com isso, ela estava reatando o relacionamento com o Joba. O ex, conhecido como Ruan, não tinha ficado satisfeito com essa reconciliação e esse foi o motivo”, esclareceu a delegada, acrescentando o valor cobrado pelo crime.
“O Ruan contratou essas pessoas para executar a vítima [o Joba]. E esse plano já estava arquitetado desde dezembro do ano passado. Já vinha trabalhando esse plano. O pagamento acordado era no valor de R$10 mil, sendo R$4 mil pagos na terça-feira antes do crime, no bairro da Santa Lúcia”, detalhou a delegada, em entrevista coletiva para esclarecimento do caso, na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Três pessoas envolvidas no crime morreram em confronto com a polícia no bairro Clima Bom, nesse domingo (25), um homem está preso e o mandante, conhecido como Ruan, está foragido.
Johanisson foi assassinado a tiro na manhã da sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Ele seguia para o trabalho e foi atingido por um disparo na nuca enquanto aguardava a chegada de um transporte coletivo, com destino ao CT do Galo, na Barra de São Miguel. As primeiras informações da Polícia Militar apontavam que o homicídio pode ter acontecido em uma suposta tentativa de assalto, caracterizando um latrocínio, mas essa linha foi descartada pela Polícia Civil ainda no mesmo dia, quando foram iniciadas as investigações.

