O homem suspeito de matar a ex-companheira, a gari Adjane Araújo da Silva, foi preso pela polícia ao retornar à cidade de Teotônio Vilela, no sábado (2), com a intenção de vender uma motocicleta. A prisão foi resultado de um trabalho de investigação que já monitorava os passos do suspeito desde o crime.
De acordo com o delegado Esron Pinho, o homicídio foi premeditado. “Ele vendeu a casa antes do crime e estava tentando se desfazer de todos os bens. Voltou para a cidade para vender a moto, e nesse momento conseguimos efetuar a prisão”.
Ainda segundo o delegado, o suspeito fugiu inicialmente para Arapiraca, onde pretendia permanecer até conseguir concluir a venda dos bens. Após isso, o plano era sair de Alagoas e se esconder em outro estado.
Informações de que o suspeito teria entrado em contato com uma ex-mulher, que também teria uma medida protetiva contra ele, pedindo abrigo após o crime, não foi confirmado, até o momento, pela polícia.
Durante o depoimento, o homem tentou justificar o crime, numa tentativa de transferir a culpa para a vítima – um padrão recorrente em casos de feminicídio, segundo a polícia. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, e ele segue à disposição da Justiça.
O crime
A vítima foi morta a tiros, em plena luz do dia, enquanto trabalhava como gari na cidade de Teotônio Vilela, na quinta-feira (31). Ela tinha uma medida protetiva que proibia o ex-companheiro, com quem ela teve um relacionamento de apenas dois meses, de se aproximar dela. No entanto, o suspeito praticou o crime na frente de colegas de trabalho dela.

