Câncer de intestino: saiba o que fazer para prevenir tumores

O câncer de intestino é, atualmente, uma das neoplasias de maior incidência no país. Cerca de 45 mil casos são diagnosticados por ano.

O câncer de intestino é, atualmente, uma das neoplasias de maior incidência no Brasil. Segundo projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 45 mil novos casos da doença serão diagnosticados no país ainda neste ano. Também conhecido como câncer colorretal, o câncer de intestino designa tumores que se iniciam no intestino grosso e no reto.

A doença tem despertado atenção e preocupação nas pessoas após celebridades como Preta Gil, Simony e o Rei Pelé, que faleceu da doença em dezembro do ano passado, receberem o diagnóstico. Também tem se tornado mais comum em pessoas jovens.

De acordo com o médico Romulo de Almeida, presidente da regional Centro-Oeste de Coloproctologia, os sintomas de um tumor de intestino variam de acordo com a localização, uma vez que o órgão possui mais de um metro de comprimento.

O médico afirma, no entanto, que há sintomas sugestivos, que devem ser investigados sempre que aparecerem:

  • Sangramento anal ou misturado às fezes;
  • Alterações no hábito intestinal;
  • Anemia;
  • Perda de peso sem motivo;
  • Dor ou desconforto abdominal.

Prevenção e diagnóstico

Almeida afirma que não há uma explicação científica para o crescimento de casos de câncer de intestino entre jovens, mas a principal hipótese é que as causas estejam relacionadas à alimentação e demais hábitos de vida.

“É possível observar o aumento dos casos em jovens em todas as faixas etárias. Por exemplo, se compararmos a probabilidade de uma pessoa que nasceu na década de 90 com uma que nasceu na de 50 ter a doença, os mais jovens têm o dobro da chance de ter câncer de cólon e o quádruplo, de câncer de reto”, afirma o especialista.

Ele acrescenta que, entre os fatores de risco, para o desenvolvimento de tumores de intestino estão dieta pobre em fibras, rica em gordura animal, alimentos processados e embutidos. Tabagismo, obesidade, abuso de álcool e sedentarismo também estão associados à maior incidência de tumores.

O médico lembra que 80% dos casos de câncer do intestino grosso ocorrem em pessoas que não têm histórico familiar. Por isso, todas as pessoas, independentemente de terem havido casos na família, devem fazer exames. A detecção do câncer é uma estratégia utilizada para localizar tumores em estágio inicial, assegurando maior chance de cura.

O coloproctologista diz que o ajuste nos hábitos de vida e a realização dos exames de prevenção são as melhores maneira de prevenir a doença. Os exames necessários são o teste anual para detectar sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, a cada 5 a 10 anos.

“Na colonoscopia, detectamos e já tratamos mais de 90% dos pólipos, alguns deles pré-malignos, de forma que é possível interromper a progressão para uma lesão maligna. É importante salientar que esses exames se aplicam às pessoas que não têm sintomas. Caso haja sintomas, um coloproctologista deve ser consultado”, finaliza.

Conscientização

Com o objetivo de levar mais informações sobre o assunto para as pessoas, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e a Federação
Brasileira de Gastroenterologia (FBG) estão lançando a campanha Março Azul 2023. No site www.marcoazul.org.br, podem ser encontrados conteúdos informativos sobre o câncer de intestino, seu diagnóstico e tratamento.

Metrópoles

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