Um craque aos prantos, se contorcendo de dor e falando em ir para casa. Era a cena de Neymar no vestiário do Mané Garrincha, em Brasília, minutos depois de sair de campo no amistoso contra o Catar.As dores eram físicas – da torção no tornozelo, diagnosticada mais tarde como rompimento de ligamento -, mas principalmente emocionais.
Era um retrato de um jogador acuado e pressionado. A acusação de estupro e o desgastante processo de defesa – que incluiu a exposição de conversas íntimas e nova investigação, de crime virtual – cobraram preço. O choro, em desespero, passava mensagem clara:Neymar não teria condições psicológicas para atuar.
Neymar pedia para ir embora, dizia que queria ver a mãe, o filho, a irmã e só se acalmou com o pai no vestiário – liberação que causou desconforto pelo ambiente ser de uso restrito de atletas e do estafe da comissão técnica.
