
Os homens, como animais gregários que só sobrevivem em aglomerados, bandos e tribos, precisaram se organizar aleatoriamente. Através dos tempos essas concentrações de individuos foram se organizando e aplicando costumes, regras, diretivas e leis. Assim nasceram as nações como hoje são conhecidas. Qualquer que seja a forma de governo dessas nações o homem continuará sendo um ser racional pensante, utilizando o seu livre arbítrio para o bem ou para o mal. Todos eles terão a mesma destinação na vida terrena de se tornarem poderosos, pobres ou miseráveis.
O homem é um ser perigoso por natureza qualquer que seja o setor de onde ele proceda. Com a ciência e a tecnologia crescendo vertiginosamente através os tempos o mundo está ficando pequeno demais. O homo sapiens terá que mudar a sua conduta social em relação aos seus semelhantes. Todavia, com raras exceções, ele continuará sendo mau, vaidoso, egoísta, destruidor da sua própria e das demais espécies. Os homens estão ficando muito materialistas, esquecendo o afeto, o amor ao próximo e a religião. Já existem em mãos dos homens arsenais de armas nucleares capazes de varrer a vida dos seres vivos da face da terra em poucas horas.
Somente a misericórdia do Criador poderá deter essa possível hecatombe fazendo a humanidade mudar de rumo, porque o planeta é finito em seu conteúdo de seres vivos. Há o que se pensar. Destarte, daqui a bilhões de anos poderá surgir nas “lentes dos telescópios siderais” mais um planeta do sistema solar desabitado, com a sua superfície destruída, cheio de buracos, tal e qual os seus pares atuais, que orbitam o sistema solar. Não é uma profecia, é uma sombria constatação.
José Batista Pinheiro Cel Ref EB (Rio de Janeiro, 06.04.2018)
