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ALCKMIN DEVE SER O SUCESSOR DE AÉCIO NA PRESIDÊNCIA DO PSDB

Tasso Jereissati, Alckimin e Marconi Perillo  (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Poderá acontecer logo mais à noite no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, que os dois candidatos à presidência do partido, o senador Tasso Jeiressatti (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo, abrirem mão de suas candidaturas ao comando do PSDB para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assuma o comando da legenda sucedendo o senador Aécio Neves (MG).

Nas conversas preliminares entre Tasso, Marconi e Alckmin, este aceitou assumir a presidência do PSDB na vaga do senador mineiro.

— Nunca me coloquei como pré-candidato. Se puder ajudar a unir o partido, vamos avaliar — admitiu Alckmin.

Diante do acirramento da disputa entre os dois, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma última tentativa de acordo. Na última semana o governador de Goiás investiu pesado para aumentar seu apoio nos estados do Nordeste, onde Tasso tem maioria. Teve reuniões em Aracaju (SE) e Teresina (PI). Investe também para aumentar apoio no diretório de São Paulo, o maior, que está dividido.

Este namoro já vem de mais de dois meses e ontem, em uma conversa de mais de duas horas, Alckmin lhe perguntou se abriria mão, e Marconi disse que sim. Tasso já tinha conversado com Alckmin na quinta-feira e também respondeu que renunciaria.

Diante da possibilidade de aumentar o racha na disputa da chapa para a Executiva, Fernando Henrique voltou a fazer um último esforço para que Geraldo Alckmin assuma a presidência do PSDB na convenção de dezembro.

Os dois candidatos fizeram um acordo para indicação dos 256 membros do Diretório Nacional e a nova Executiva será compartilhada entre os dois, de forma proporcional aos votos recebidos dos cerca de 600 convencionais. Fernando Henrique é o presidente de honra do PSDB.

Hoje à noite Fernando Henrique vai propor o acordo e Tasso e Marconi devem fazer um comunicado conjunto.

O secretário-geral da legenda, Sílvio Torres, que integra a comissão eleitoral, comemorou o entendimento.

— Foi a melhor saída. O entendimento foi a melhor saída porque havia risco de a divisão dos dois grupos continuar após a eleição do novo presidente. Agora é trabalhar todo junto pela unidade do partido. A composição da executiva será uma costura de amanhã para depois.

COSTURA POLÍTICA

Desde o momento em que FH divulgou uma nota sugerindo que Alckmin assumisse o comando do partido, o governador de São Paulo vinha hesitando em aceitar a proposta, por causa de sua pré-candidatura a presidente. Temia perder o apoio dos grupos de Tasso e Marconi, e avisou que só aceitaria se fosse aclamado, sem disputar voto com outro candidato.

Além da pressão do próprio Fernando Henrique e outros tucanos paulistas, pesou na decisão de Alckmin um alerta feito pelo grupo de Marconi, principalmente governadores do Centro-Oeste, que enxergaram na movimentação de Tasso uma articulação que poderia ir além da presidência do partido, mas alcançar até mesmo uma candidatura a presidente em 2018.

O sinal vermelho, visto pelos interlocutores de Marconi, foi aceso no dia do anúncio da candidatura de Tasso, quando o vice-presidente do Senado e seu maior cabo eleitoral, o senador Cássio Cunha Lima (PB), lançou seu nome para presidente da República.

Interlocutores de Marconi chegaram a ponderar junto a Alckmin, que se Tasso assumisse a presidência do partido, ele seria candidato a presidente, já que seu discurso de renovação do partido era o que tinha mais eco junto à opinião pública.

— Se o Geraldo não acordar, ele perde a vaga de presidente da República para Tasso — disse um parlamentar mineiro ligado a Marconi

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