Por Paulo Placido
Será que é simples encerrar um LIXÃO?
Mesmo com o encerramento de um lixão, os seus danos continuam sendo severos ao meio ambiente e à saúde pública. É imperioso que, ao se encerrar, o local que foi destinado ao lixo de uma cidade, os chamados de lixão (mesmo que sejam aterros sanitários controlados), receba a imediata reparação da área.
Os impactos causados ao meio físico, biótico e antrópico, necessitam que sejam tomadas medidas que venham mitigar a poluição do solo, os danos ao relevo, a redução da biota do solo, redução da biodiversidade nativa, além da alteração da paisagem e a presença de vetores de doenças. Para minimizar a degradação da área é necessário a sua recuperação envolvendo o poder público que foi o principal responsável pela situação.
Portanto não é apenas dizer que o lixão está fechado que o problema ambiental esteja resolvido. A geração de chorume pode continuar por décadas. Portanto deve ser aplicada uma tecnologia adequada para a extração de gás e o tratamento do líquido percolado.
Existem estudos que apontam como a forma mais adequada de extinguir um lixão seria a retirada de toda massa de lixo para uma unidade de tratamento de resíduos sólidos. Após a limpeza da área, ela deve ser recoberta com solo da região. Essa medida tem um custo elevado e pode ser substituída por uma rigorosa limpeza da área, drenar as águas superficiais, coletar e tratar o biogás e o percolado. Paralelamente toda área deve ser recoberta por vegetação nativa.
Portanto a novela do lixão de Marechal Deodoro não está encerrada e poderia ser evitado o elevado custo com o transporte para tão longe de todos os resíduos sólidos e com o aluguel da estação de tratamento do Pilar que é do mesmo grupo que faz a coleta e transporte.
A exemplo de Presidente Prudente, interior de São Paulo, poder-se-ia encerrar o lixão como um aterro sanitário, coleta seletiva, apoio para criação de uma cooperativa de lixo e aos catadores. Segundo informações de pessoas que participaram da Secretaria do Meio Ambiente da gestão passada, foi executado um projeto e negociado recursos para a construção de uma estação em Marechal, e as obras para um aterro sanitário havia sido iniciado em outra área doada ao município, mas parece que não passaram essa situação aos novos gestores.
Outro fato que suscita algumas dúvidas é que não se tem notícias de nenhuma licitação para os atuais contratos de coleta, transporte e tratamento do nosso precioso lixo. Talvez esteja existindo falta de transparência dos atos e fatos da gestão Cacau.
