
Ao que parece, esses dirigentes, na sua gana de enriquecimento, querem transmitir a seus seguidores a ideia de um Deus que não passa de mercenário. Nada além de um meio para justificar uma evidente extorsão. Total absurdo.
As igrejas aperfeiçoam táticas mirabolantes para extorquir o máximo de seus seguidores. Elas crescem assombrosamente e usam o nome de Deus como argumento fim. O pior é que seus líderes conseguem iludir cada vez mais incautos fieis que são dominados e subjugados ante apelos com alto requinte de marketing.
Esses inocentes “fieis” são levados a doar até o que não têm. Alguns líderes culminam em falar claramente que se seus seguidores não tiverem o valor sugerido para doação que peçam emprestado ao seu companheiro do lado, que Deus lhe devolverá em dobro.
Outras igrejas já usam até o sistema de cartão de crédito para arrecadar o tão discutível dízimo. Discutível pois se formos nos debruçar a uma rápida pesquisa perceberemos que o “dai a Cezar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus” era apenas referente ao imposto cobrado pelo império romano. Deus precisaria de imposto? O que Jesus certamente se refere ser de Deus é a prática do amor ao próximo acima de tudo. Não dinheiro.
Tem também saquinho se cimento da prosperidade material, tijolo da casa própria e muitos outros objetos recheados de ilusão para enganar àqueles a quem certamente chamam de trouxas.
São peças “ABENÇOADAS”, ou melhor, “BENZIDAS” ou “CONSAGRADAS” pelos “Homens de Deus” – meros vigaristas que exploram a ingenuidade (ignorância mesmo) e os atraem pelas promessas de prosperidade, cura e libertação.
Verdadeiros criminosos que se arvoram de um comércio onde absurdamente se escudam na imagem de um Deus Mercenário.
