Ícone do site Web Rádio Juventude

Atriz acusada de ofender nordestinos diz que suas palavras foram distorcidas

d76b40d7-030c-43e2-8222-07ad931a3675

Em um post intitulado “Deputado agride atriz”, Alexia Dechamps utilizou suas redes sociais na tarde desta quarta-feira, 26, para rebater as acusações feitas contra ela pelo deputado federal alagoano Pedro Vilela (PSDB).  A atriz acusou o parlamentar de desrespeito, oportunismo e de deturpar as palavras que ela disse ontem, durante a audiência pública sobre a regulamentação da vaquejada.

Alexia e Vilela bateram boca depois que o parlamentar a acusou de racismo e xenofobia. Segundo ele, a atriz desrespeitou os nordestinos ao se dirigir ao público que participava da sessão, na Câmara dos Deputados, com a frase: “Calem a boca que eu já pago o Bolsa Família para o Nordeste”.

Desde ontem, o fato e o vídeo da discussão vêm tendo enorme repercussão das redes sociais.

Em sua página no Facebook, a atriz disse que, além de deturpar sua fala, o deputado a ofendeu, tentou humilhar e constranger. Alexia também informou que irá acionar a justiça contra Vilela.

“Disse ainda que no Nordeste, de onde provinha a maior parte dos vaqueiros lá presentes, existem outras atividades como pesca, turismo e lavoura, além do Bolsa Família, que poderia amparar os mais necessitados. Lembrei que a região é que mais tem inscritos no programa do governo federal. Se o auxílio existe, sustentado pelos impostos que eu e todos os brasileiros pagamos, para socorrer pessoas sem renda suficiente, deve ser utilizado para casos extremos como o que discutíamos”, argumentou.

Ainda no texto, a atriz disse esperar que a exposição do caso sirva para desmascarar o deputado, mostrando aos eleitores “quem ele realmente é”.

Confira o texto na íntegra:

“DEPUTADO AGRIDE ATRIZ

Eu, Alexia Dechamps, repudio a atitude do deputado Pedro Vilela, do PSDB alagoano, de atribuir a mim palavras desrespeitosas contra o povo nordestino durante audiência pública sobre a regulamentação da vaquejada. Mais do que isso, abomino sua postura oportunista de aproveitar-se de um falso embate com uma pessoa pública, atriz profissional, para conseguir mídia fácil e destacar-se diante de seu eleitorado. O parlamentar, além de deturpar minhas palavras, me ofendeu, tentou humilhar e constranger, chegando a dirigir-se ao plenário da Câmara pedir que a Procuradoria da Casa me processe. Não sabe o Sr. Deputado que não me curvo a ameaças, que o tempo de mulheres indefesas e submissas é passado e que antes que siga com sua infâmia eu o estarei chamando a prestar contas de suas palavras perante os tribunais.

No intenso debate que acontecia entre os que defendiam a vaquejada como atividade econômica, geradora de empregos, e os que, como eu, afirmávamos que nenhum trabalho pode se basear em maus tratos a animais indefesos, defendi que o correto seria buscar alternativas econômicas para os vaqueiros que vivem da vaquejada. Se é uma cultura regional, que se mude a cultura, da mesma forma que se deve abandonar a prática das touradas na Espanha. Nada, absolutamente nada, justifica a violência contra animais ou seres humanos.

Disse ainda que no Nordeste, de onde provinha a maior parte dos vaqueiros lá presentes, existem outras atividades como pesca, turismo e lavoura, além do Bolsa Família, que poderia amparar os mais necessitados. Lembrei que a região é que mais tem inscritos no programa do governo federal. Se o auxílio existe, sustentado pelos impostos que eu e todos os brasileiros pagamos, para socorrer pessoas sem renda suficiente, deve ser utilizado para casos extremos como o que discutíamos.

A deturpação dos meus argumentos, como se vê, é vil. Espero que a exposição do caso sirva para desmascarar este tipo de ardil, mostrando aos eleitores do parlamentar quem ele realmente é, em lugar da imagem que gostaria de ver estampada nos jornais. A verdade costuma ser severa com quem manipula fatos e agride semelhantes para conquistar objetivos mesquinhos.

Vim para Brasília para defender a Constituição do meu país, defender a interpretação do Supremo Tribunal Federal contra as vaquejadas e as minhas convicções. É disso que eu vivo. É isso que sou”.

fonte : cadaminuto

Sair da versão mobile