A agência espacial americana, lançou na noite desta quinta-feira a missão OSIRIS-REx, que vai até Bennu, um asteroide com quase 500 metros de diâmetro. O objetivo é coletar amostras e voltar à Terra – as análises podem revelar quais substâncias deram origem aos seres vivos e oceanos da Terra.
A nave espacial não tripulada partiu de Cabo Canãveral, na Flórida, às 19h05 local (20h05 em Brasília) levada por um foguete Atlas V. Agora, a missão que custou 800 milhões de dólares viajará pelo espaço durante dois anos até entrar na órbita de Bennu. Em 2020, deve colher as amostras para voltar à Terra em 2023, quando as rochas serão catalogadas e analisadas.
Bennu foi escolhido entre os cerca de 500.000 asteroides do sistema solar porque ele orbita perto da rota da Terra em torno do Sol, é do tamanho adequado para um estudo científico, é um dos asteroides mais antigos conhecidos pela Nasa e, além disso, tem uma pequena chance de colidir com a Terra no século XXII – a probabilidade é uma em 2.500, bem pequena, é verdade, mas longe de ser desprezível para os astrônomos.
“Nos asteroides primitivos e ricos em carbono como Bennu, os materiais são preservados há mais de 4,5 bilhões de anos”, explicou Christina Richey, cientista do programa OSIRIS-REx, à Agência France-Presse. “Eles podem ser os precursores da vida na Terra ou em outro lugar do nosso sistema solar”, afirmou.
Defesa e mineração espacial
Além disso, a missão também busca descobrir como criar estratégias de defesa contra asteroides. Com informações como composição e órbita do corpo celeste, os astrônomos pretendem desenhar possíveis métodos para diminuir os riscos de uma futura colisão. Para isso, irão medir como a luz solar pode empurrar asteroides enquanto eles orbitam – um fenômeno conhecido como Efeito de Yarkovsky – para que os cientistas possam prever melhor os riscos a longo prazo de que corpos celestes como esses entrem na órbita da Terra.
OSIRIS-REx também pretende jogar luz sobre como encontrar recursos preciosos, como água e metais, nos asteroides. O objetivo é delinear uma futura mineração espacial. Usando um conjunto de câmeras, e espectrômetros, a sonda tentará entender a distribuição de materiais ao longo de toda a superfície do asteroide.
“Vamos mapear este mundo totalmente novo que nunca vimos antes”, disse Dante Lauretta, pesquisador principal da OSIRIS-REx e professor da Universidade do Arizona, em Tucson.
(Com AFP)

