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DELEGADA SE SENTE PUNIDA INDEVIDAMENTE

Delegada Fabiana Leão se diz vítima de perseguição e não aceita ser transferida da Delegacia da Mulher

 

Delegada Fabiana Leão TV Gazeta

Agentes de segurança pública vem repudiando o pacote de mudanças para remoção de delegados da Polícia Civil como ilegal, de ingerência e até mesmo de perseguição política. Desdenhando dos resultados na redução da violência no Estado, o pensamento do Secretário da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), coronel Lima Júnior e do governador, é que um delegado deve ser mudado de tempos em tempos, de quatro em quatro meses.

No entanto a delegada Fabiana Leão, que vem comandando por oito anos e com reconhecida competência pela sociedade, deve deixar de comandar a Delegacia da Mulher. Seu desabafo nesta quinta-feira (18) durante um evento que discutia a violência contra a mulher, na sede da Seccional Alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), em Jacarecica, gerou comoção e aplausos entre os presentes.

Ela disse que o motivo para transferi-la, já que produz quase cinco vezes a meta exigida mensalmente, seria por não ter apadrinhamento político e por ter feito o pedido de melhoria para a política pública de proteção às mulheres vítimas de violência por meio de ofício enviado há cerca de três meses diretamente ao governador Renan Filho (PMDB), e apenas com cópia para Lima Júnior e Paulo Cerqueira.

Na ocasião Fabiana Leão foi aplaudida de pé ao afirmar que está disposta a não aceitar placidamente a sua transferência da Delegacia da Mulher, por considerar uma atitude “machista e antidemocrática” do secretário junto ao delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira que teriam se sentido “hierarquicamente desrespeitados” pela delegada.

É possível que seja expedido um mandado de segurança para impedir a remoção não fundamentada, como determina a Lei Federal 12.830/2013.

Fonte: Diário do Poder

 

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