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O jornalista que vem antecipando alguns dos passos seguintes da investigação sobre o maior escândalo de corrupção do Brasil atribui a ameaça não apenas à recente homologação da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Ao lado dos colegas de senado Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA), Renan e Collor estão na mira da 31ª ou 32ª fase da Lava Jato pelo conjunto da obra já apurada. Os poderosos do Senado devem ser pegos em cheio pelo próximo golpe da Justiça, “por tudo o que já se apurou até aqui sobre o que disse o ex-senador Delcídio do Amaral, e sobre os documentos apreendidos nas residências e escritórios do senador Fernando Collor”, antecipa Mazzini.
O terror e o mordomo
A estratégia de “estancar a sangria” da Lava Jato com a ascensão do vice-presidente Michel Temer (PMDB) à interinidade da Presidência da República parece não ter rendido os frutos esperados. E a coisa pode piorar para os poderosos representantes de Alagoas, que também dividem as suspeitas de envolvimento na Lava Jato com o senador Benedito de Lira (PP) e seu filho, o deputado federal Arthur Lira (PP).
A lista tríplice será eleita nesta segunda-feira (30) pela Associação dos Delegados da Polícia Federal, em iniciativa inédita, que tem apoio total da sociedade. Os nomes serão levados ao Ministério da Justiça e caberá a Michel Temer decidir se estanca ou amplia a sangria da Lava Jato, incorporando ou não a alcunha de “mordomo de filme de terror”, criada jocosamente por Renan Calheiros.
fonte:Agência Brasil

