Pedro Parente será presidente da Petrobras

BRASÍLIA – O ex-ministro Pedro Parente está reunido no Palácio do Planalto com o presidente interino Michel Temer e Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, para formalizar o convite para presidir a Petrobras. Ele já aceitou a indicação e o encontro ocorrerá para oficializá-lo no cargo. O anúncio será feito por Temer após a reunião.

O desafio de Parente na petroleira é grande. A estatal registrou prejuízo de R$ 1,25 bilhão no primeiro trimestre do ano. O número representa um forte recuo em relação ao mesmo período de 2015, quando registrara lucro de R$ 5,33 bilhões. Mas é uma melhora ante dezembro do ano passado, quando o prejuízo foi de R$ 36,9 bilhões.

Entre as razões apresentadas pela Petrobras para o número negativo nos três primeiros meses do ano estão o aumento do custo financeiro, além da queda na produção e nas vendas.

Ele também precisará lidar com a venda de ativos da Petrobras, entre os quais está a BR Distribuidora. Inicialmente, a ideia era vender 25% da subsidiária de combustíveis. Mas, segundo a agência de notícias Reuters, a petrolífera já considera se desfazer do controle da BR.

A venda de ativos faz parte do plano da petroleira para gerar caixa que permita investir e pagar dívidas. O Plano de Negócios para o período que vai de 2015 a 2019 prevê uma receita de US$ 14,4 bilhões só neste ano com o desinvestimento.

EXPERIÊNCIA EM CRISES

Parente foi chefe da Casa Civil no governo Fernando Henrique Cardoso. Ele vinha sendo sondado há dias pela equipe de Temer e conversou por telefone com o presidente horas antes de embarcar para Nova York na segunda-feira. De volta ao Brasil, acertou a conversa nesta quinta-feira para definir a presidência da estatal.

Engenheiro formado pela Universidade de Brasília (UnB), Parente foi três vezes ministro no governo Fernando Henrique Cardoso. Comandou o Planejamento, Minas e Energia e a Casa Civil. Tem experiência com grandes crises. Coordenou o comitê responsável por administrar a crise de energia elétrica e organizar as regras do racionamento de 2001.

Depois que saiu do governo, Parente foi vice-presidente executivo do grupo RBS, onde coordenou sua reestruturação financeira. Também foi presidente da Bunge. Após deixar a companhia, em 2014, abriu a Prada Assessoria, consultoria financeira para gestão de fortunas, tendo como sócia a esposa, Lucia Hauptman.

fonte:oglobo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *