
“Saímos daqui unidos em torno de um sentimento nobre, unidos em torno de um ideário, em nome dos brasileiros, para resgatar os valores de nossa República e reencontrar a vida do crescimento econômico e do desenvolvimento social”, disse ele.
Ao longo da semana, Temer e a Executiva Nacional do PMDB costuraram um acordo para conter a ala radical, favorável ao rompimento com Dilma, e conseguiram postergar a decisão da sigla sobre o desembarque do governo por mais trinta dias.
Temer disse que o PMDB é um partido com “diversidades internas”, em que todos se manifestam e convergem “quando é preciso cuidar do país”. O vice avaliou que o país “não enfrenta problemas de democracia ou participação popular, uma vez que as instituições funcionam”.
O vice de Dilma ressaltou que o desemprego atualmente é uma “praga nacional” e que o partido apresentou propostas publicamente como a “Agenda Brasil” e o “Plano Temer – Uma ponte para o futuro”. Ele anunciou que o PMDB vai agora apresentar o Plano Temer 2, com foco em planos sociais. “Estaremos apresentando uma proposta para garantir e ampliar os avanços sociais e a igualdade de oportunidade para todos. São propostas que visam repor a confiança dos setores produtivos, ampliando o nível de emprego e reparando os fatores que deterioram as contas nacionais.”
“Não podemos deixar que os graves problemas do atual ciclo por que passa o país comprometam os substantivos ganhos sociais alcançados nos últimos tempos e nem que reduzam os potenciais e a capacidade da economia nacional. O quadro recessivo, o desemprego crescente e a carestia são realidades que devem ser combatidas por meio de políticas de valorização da iniciativa privada e do estímulo à expansão da competitividade. E isso ao lado de medidas de ajuste que racionalizem a administração por meio de reformas estruturantes”, discursou.

