
A divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional de Cesta Básica de Alimentos aconteceu na manhã desta terça-feira (16), na sede do Sindicato dos Bancários, no centro de Maceió. A capital alagoana foi incluída no cenário nacional agora. Com o levantamento, será possível acompanhar a evolução dos preços de 12 itens analisados.
Durante a explanação dos números, feita pelo economista do Dieese, Clóvis Sheres, para uma plateia de representantes da área e de sindicatos, foi feita uma avaliação em dezembro e o resultado da pesquisa compreende um comparativo entre dezembro e janeiro.
Segundo Sheres, o custo da cesta em Maceió comprometeu em 41,67% o salário-mínimo líquido, após os descontos previdenciários. Ou seja, conforme o economista, uma família com duas crianças e dois adultos, teria que ser duas cestas para o sustento básico.
“O aumento é significativo, pois supera a taxa de inflação que foi de 1,2% em janeiro, comprometendo, portanto, o salário-mínimo. A pesquisa será contínua para que acompanhemos os índices ao longo do ano”, explica o economista.
Segundo Sheres, o salário-mínimo necessário e que respeita os ditames da Constituição Federal (CF) seria em torno de R$ 3.795,24 para a manutenção de uma família de quatro pessoas, ou seja, 4,31 vezes mais do que o mínimo de R$ 880.
