domingo, 24 de março de 2019
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Forte chuva isola cidades e deixa 11 mortos na Grande São Paulo

Rodízio de veículos foi suspenso na capital e Linha 10-Turquesa da CPTM não abriu

forte chuva que começou na noite de domingo (10) e se estende pela segunda (11) provocou alagamentos em diversas regiões da Grande São Paulo e bloqueou vias de acesso para a capital paulista. A previsão é de mais chuva durante o dia, mas com menos intensidade. Houve 11 mortes, sendo seis por afogamento e outras seis por soterramento.

Os óbitos aconteceram em cidades da Grande São Paulo e do ABC:

  • Quatro em deslizamento de terra em Ribeirão Pires

  • Uma criança soterrada em Embu das Artes

  • Outra criança sob escombros no Parque São Rafael, na Zona Leste da capital

  • Três mortos em São Caetano do Sul, afogados

  • Uma afogadas em Santo André

  • Uma afogada em São Bernardo do Campo

  • Uma afogada no Ipiranga, na capital

Veja o que está acontecendo

  • Rodízio de veículos está suspenso (carros com placas final 1 ou 2 podem circular normalmente)

  • Zona Azul suspensa na capital

  • Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF) também foram liberadas

  • Desabamento deixou 4 mortos e 2 feridos em Ribeirão Pires

  • Uma criança foi soterrada após deslizamento de terra em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Outra criança morreu na capital sob escombros de uma casa

  • Outras seis pessoas morreram afogadas: três em São Caetano do Sul, uma no bairro Taboão, em São Bernardo do Campo, uma em Santo André e outra na capital

  • Na Zona Leste, uma criança ficou ferida em estado grave

  • Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) está fechada e não deve reabrir nesta segunda

  • Marginal Tietê tem alagamentos

  • Córrego da Mooca e Rio Tamanduateí transbordaram

  • Chuvas devem persistir durante o dia

Os lugares mais afetados foram os bairros de Vila Prudente e do Ipiranga, e as cidades do ABC. Os bombeiros contabilizam, entre 0h e 6h, 601 ocorrências de enchentes, 34 quedas de árvore, 54 ocorrências de desabamento e 3 deslizamentos graves.

Nove pessoas morreram. Em Ribeirão Pires, no ABC Paulista, o desabamento de uma casa deixou quatro mortos e dois feridos, segundo a Prefeitura da cidade.

Outras duas pessoas morreram na Avenida dos Estados, em São Caetano do Sul. Na mesma cidade outra vítima morreu afogada.

Uma pessoa morreu no bairro Taboão, em São Bernardo do Campo, no ABC, segundo o porta-voz dos bombeiros, capitão Marcos Palumbo. Uma vítima morreu em Santo André.

Na capital, duas pessoas morreram: uma no Ipiranga, Zona Sul, e outra, uma criança, no Parque São Rafael, na Zona Leste.

Em Embu das Artes, na Grande São Paulo, o deslizamento de terra sobre uma casa deixou três pessoas soterradas. Uma das vítimas, uma criança, morreu no Hospital Geral de Itapecerica da Serra, segundo a Defesa Civil estadual.

De acordo com a Prefeitura da cidade, o desmoronamento ocorreu na Rua Caqui, no Jardim Pinheirinho. Os pais, Mike Lopes Alves e Karina Santos Oliveira Lopes, saíram com escoriações, mas o filho deles, Bernardo Oliveira Lopes, de 1 ano e 2 meses, morreu.

No Jardim Zaíra, em Mauá, três casas desabaram após um deslizamento de terra. Ninguém se feriu. O mesmo bairro registrou a morte de quatro crianças em fevereiro após outro deslizamento.

Em São Rafael, Zona Leste da capital, um deslizamento de terra atingiu uma casa. A mãe e duas crianças ficaram feridas – uma delas em estado grave.

No bairro do Sacomã, no sudeste da capital, carros foram levados pela força da água e outros veículos ficaram ilhados pela enchente forçando seus ocupantes a ficarem no teto dos veículos.

O Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo (CGE) informou que há diversos pontos intransitáveis na cidade (veja a lista dos pontos ao final desta reportagem). A circulação de trens na Linha 10-Turquesa da CPTM está interrompida, sem previsão de normalização.

A região do Ipiranga também seguia em estado de alerta às 8h por conta do transbordamento do Rio Tamanduateí, na região do piscinão Guamiranga. O piscinão foi inaugurado em fevereiro de 2017.

A Prefeitura de São Paulo anunciou a suspensão do rodízio e da Zona Máxima de Restrição de Circulação, e liberação da circulação de fretados e da Zona Azul.

Bombeiros resgatam mulher e crianças que estavam ilhados em alagamento em São Caetano do Sul

Bombeiros resgataram moradores ilhados com botes e o helicóptero Águia. Uma família foi retirada de sua casa. Um dos moradores levava um gato nas mãos.

Diversas famílias foram içadas pelo cesto de resgate e levadas dos telhados de suas casas para um local seguro no ABC.

Um voluntário usou uma motoaquática para ajudar resgatar moradores ilhados na região do Ipiranga, na Zona Sul.

Com os carros completamente debaixo d?água e passageiros sobre os veículos, o motoboy Rafael de Almeida decidiu ajudar no resgate após receber um telefonema de um amigo.

“Comecei a salvar uma pessoa, duas, quando vi já tinha socorrido umas 20 pessoas eu e meus amigos”, conta.

Cidades sem acesso à capital

Saídas para a capital a partir de Diadema, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul estão interditadas em razão do alagamento. Um trecho da Via Anchieta, principal via de ligação do ABC Paulista com São Paulo, também tem a passagem de carros impossibilitada na altura da antiga Uniban.

A Defesa Civil e os bombeiros usaram botes para resgatar pessoas que estavam ilhadas em pontos de ônibus no ABC Paulista.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), divulgou vídeo por volta das 22h pedindo para os moradores não tentarem passar pelos pontos mais comprometidos pelas enchentes.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, por volta das 22h do domingo houve transbordamento do Córrego da Mooca e do Rio Tamanduateí na Avenida do Estado.

Rodovia dos Tamoios, principal ligação entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte de São Paulo, foi interditada. Houve quedas de barreiras nos km 73 e 70.

Alagamento na Marginal Tietê, na altura da Ponte da Casa Verde: há risco de transbordamento do rio 

 

G1  

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