domingo, 18 de novembro de 2018
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Pacotes achados em praias podem ser objetos usados para amenizar atracagem

Agência de Meio Ambiente emitiu nota nesta terça (30). Em Alagoas, foram encontrados mais de setenta pacotes 

Controle de Fontes Poluidoras da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) emitiu, nesta terça-feira (30), uma nota que aponta que os pacotes sem identificação encontrados em praias do Nordeste em outubro podem ser objetos chamados de defensas de portos ou barcos. Eles são usados para amenizar o impacto de navios ao atracar em portos. 

Em Alagoas, foram encontrados 75 pacotes sem identificação. Chegou a 24 o número de pacotes sem identificação resgatados em praias de Pernambuco. Assim, subiu para seis a quantidade de municípios que registraram o aparecimento do material no estado. Cada um pesa mais de 100 quilos e ainda não se sabe o que tem dentro.

Os pacotes sem identificação estão sendo encontrados em praias do litoral do Nordeste desde o dia 22 de outubro. Também foram achados 30 no Piauí e três na Paraíba e vistos em praias do Ceará.

Segundo a nota da CPRH, há duas probabilidades para explicar o aparecimento dos pacotes. Uma delas é que a carga pode ter caído de um navio após um acidente. A outra diz respeito ao possível descarte de defensas que não tinham mais condições de uso.

A agência informou que recebeu informações de resgate de pacotes em Igarassu, Paulista, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Diante disso, a CPRH determinou a coleta de amostras para a realização de análise preliminar.

Os primeiros resultados, como já tinha sido apontado em Alagoas, revelam que se trata de um resíduo de um polímero, um tipo de plástico ou borracha. A CPRH informou, ainda, que depois da conclusão do laudo vai informar aos municípios e o que fazer com o material.

Sobre a origem dos pacotes, a agência disse que vai solicitar ao Ibama e à Capitania dos Portos auxílio para tentar identificar o responsável pelo material.

Números

Nesta terça, prefeituras confirmaram a coleta de oito pacotes em Tamandaré, um em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul, além de quatro no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.

As outras cidades que registraram o resgate de volumes são: Jaboatão dos Guararapes (7), Igarassu (2) e Paulista (1). No Cabo, já havia sido encontrado outro material semelhante.

Os três primeiros pacotes foram encontrados no sábado (27), em Jaboatão dos Guararapes. Na segunda-feira (29), técnicos da secretaria de Meio Ambiente da cidade recolheram mais quatro. 

Em Paulista, o volume foi encontrado no sábado. Em Igarassu, a prefeitura confirmou ter recolhido os pacotes na segunda-feira.

Litoral Sul

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Tamandaré, Manoel Pedrosa, os pacotes foram encontrados nas localidades de Carneiros, Boca da Barra, Campas, além da praia localizada no perímetro urbano da cidade.

Pedrosa disse, ainda, que os volumes estavam parcialmente enterrados na areia. “Eles estavam com muitos pequenos micro-organismos grudados. Acredito que passaram mais de dois meses na água”, comentou.

Manoel Pedrosa informou que um pacote foi recolhido em São José da Coroa Grande, município vizinho a Tamandaré. “Recebemos a informação de que foi visto um volume desses em Guadalupe, em Sirinhaém, mas esses ainda não teria sido resgatado”, comentou.

Cabo

No Cabo, os pacotes foram encontrados na Praia de Itapuama. Os volumes estavam na altura das ruínas do Hotel Velho. Alguns, de acordo com a prefeitura, têm numeração na superfície.

Eles serão enviados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Recife.

Segundo o assessor técnico da Secretaria Executiva de Meio Ambiente Adson Ferreira, os salva-vidas farão uma vistoria em Calhetas e Xaréu, buscando identificar a existência de novas unidades dos pacotes que podem estar entre as rochas.

Investigação

Nesta terça, a Polícia Federal em Pernambuco informou, por meio de nota, não havia recebido nenhum pacote para começar as investigações. A corporação reforçou que ainda não há prazo definido para que os volumes sejam encaminhados.

A PF afirmou que o “material suspeito” encontrado em Alagoas já passou por perícia técnica na Polícia Federal daquele estado e ficou constatado que se trata de borracha natural exportada para fabricação de pneus. As causas que motivaram os seus lançamentos ao mar ainda estão sendo investigadas.

A Capitania dos Portos ressaltou, nesta terça, que não há mudanças em relação à nota enviada no último fim de semana.

No sábado (27), a Marinha disse, por meio de nota, que não foram registrados acidentes náuticos na região que justifiquem o aparecimento dos pacotes sem identificação, encontrados no litoral do Nordeste.

 

fonte Gazetaweb

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