terça-feira, 25 de setembro de 2018
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Cirurgião alagoano, referência mundial, pede SOCORRO!!!!!!!!

Alagoas está prestes a sofrer uma derrota irreparável.

Se o final for como está para acontecer, não há outra palavra menos agressiva a ser dita à classe política deste Estado, que não seja: COVARDIA.

Se a luta de um médico que dedicou a vida para salvar outras vidas não receber socorro e apoio dos profissionais, sindicatos, associações e dos conselhos de saúde, significa que a esperança está perdida.

A batalha enfrentada pelo médico Emerson Casado está chegando ao fim. É triste e pesado a frase seguinte: ELE AINDA NÃO MORREU, mas os covardes da política e os cegos plantonistas da saúde ESTÃO MATANDO UMA PARTE DE SUA VIDA.

VERGONHA GENERALIZADA
Portador da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), o cirurgião cardíaco Emerson Casado vem travando uma luta heroica para manter de pé, o instituto que leva o seu nome. Há quatro anos dezenas de pessoas portadoras da ELA e doenças raras, em geral, têm no instituto o apoio que ajuda a mantê-los vivos. As despesas têm sido custeadas pelo médico e sua família.

18 DIAS PARA O FIM 
O Instituto, criado para salvar vidas, tem dia marcado para morrer. Sabe por quê? Pelo simples fato de Emerson Casado, que conquistou reconhecimento internacional, não conseguir celebrar convênios com as três esferas de governo: Municipal, Estadual e Federal.

 “Não temos outra saída. É com muito pesar que anunciamos o encerramento das atividades do Instituto Dr. Hemerson Casado por total insuficiência financeira. Há quatro anos venho assumindo os compromissos da entidade, antes denominada Associação, mas não consigo mais continuar mantendo-a, pois a ELA é uma doença muito cara, e atualmente a minha família vive de doações de amigos. Sendo assim, não é justo comprometer o sustento dela para manter uma instituição”, declara.

INACREDITÁVEL
Como aceitar que, justamente o homem que virou referência internacional no desenvolvimento de pesquisa científica e informação, que tem uma rede de contatos pelo mundo, em prol dos “raros”, que ajudou a captar R$ 2,3 milhões no I Simpósio Internacional sobre ELA, não consegue manter a própria criação?

 “Infelizmente não conseguiremos dar sequência a esses trabalhos e a uma diversidade de outros projetos que estavam em desenvolvimento por falta de sustentabilidade financeira. Existem muitas instituições que os governantes têm interesse político, mas este instituto, cuja causa é cuidar de pacientes “raros”, parece que não tem como interessar aos políticos”, critica Hemerson Casado.

 “Se não acontecer um milagre até o final de julho, fecharemos nossas portas. Eu peço que a sociedade brasileira nos ajude a continuar esse trabalho. Temos recebido apoio de campanhas promovidas por setores como bares e restaurantes, hoteleiro, mas, mesmo estando muito agradecidos, não é o suficiente para mantermos de forma sustentável os custos mensais do Instituto”, explica.

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