quarta-feira, 23 de Maio de 2018
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Em AL, pré-candidata à presidência da República fala em boicote do partido, negociatas, “haters” e outras polêmicas

Com uma pré-candidatura à presidência da República praticamente independente e afirmando sofrer boicote – e até intimidações – dentro do próprio partido, a jornalista Valéria Monteiro (PMN) aportou em Maceió nesta segunda-feira, 14, sua “Caravana da Coragem”, aonde a ex-apresentadora do Jornal Nacional, da Rede Globo, vem percorrendo várias cidades brasileiras, com carro, gasolina e estrutura próprios, como ela mesma ressalta.

Em entrevista ao CadaMinuto, Valéria contou que a decisão de “dar a cara a tapa” em uma pré-candidatura a presidente do Brasil surgiu do desejo de dar voz ao povo negligenciado – e enormemente indignado – pela política tradicional e demonstrou decepção com a sigla escolhida por ela para a empreitada. “Passei a vida votando no menos pior. Não dá mais para votar assim”.

Depois que a Direção Nacional do PMN anunciou, no final de março deste ano, que não haveria candidato do partido a presidência, a jornalista bateu o pé e disse que continuaria pré-candidata até a convenção oficial do partido, no próximo mês. Segundo ela, a decisão não cabe à executiva, composta por dez membros.

“Estou sofrendo boicote do partido internamente. As bases querem candidatura própria, me incentivam, mas têm medo de perder a posição nos diretórios, porque há intimidações, já que são comissões provisórias… Onde está a Justiça Eleitoral que não vê isso?… Vamos à convenção, que é meu direito estatutário. Da minha parte, farei de tudo, não o diabo, mas dentro da justiça eleitoral, para ir até a convenção eleitoral, com 101 delegados”, afirmou.

 “Cheguei ao PMN com a ideia romântica da década de 1980, quando o partido era quase um movimento social… Não estava a par que o PMN tinha um dono… As bases abraçaram minha proposta e fiquei motivada, mas imagino que o presidente (nacional do partido) não tenha a mesma motivação, aliás, não sei, ou não posso provar, qual a motivação dele”, completou, lembrando que abriu mão dos recursos dos fundos partidário e eleitoral e que, ao se filiar, todo o país já sabia que seu interesse era concorrer à presidência e a nenhum outro cargo.

As críticas ao PMN prosseguiram. Questionada sobre os partidos com os quais a sigla estaria mais propensa a coligar este ano, respondeu: “Com qualquer um que dê em troca o que não sabemos, nem vamos saber o quê, porque não participamos dessas negociatas… Sou a favor de uma chapa pura, acredito que isso é possível, principalmente no momento em que partidos como PT, PMDB e PSDB estão em descrédito total. Se os votos não forem comprados, a tendência é que o eleitor procure alguém novo, que não pode ter essas amarras com esses partidos, que já demonstraram não ser confiáveis… Como presidente, não estou disposta ao toma lá, dá cá”.

Isolamento partidário e redes sociais

Em relação a principal liderança do PMN em Alagoas, deputado estadual Francisco Tenório, Valéria contou que só conhece o parlamentar por notícias “que não lhe passaram uma boa imagem dele”. “Isso nos faz questionar que tipo de associações o presidente (nacional do partido) faz em cada estado… Eu não conheço o presidente estadual do partido, nunca falei com ele, mas lamento que eu seja parte de uma agremiação que tem nos seus quadros pessoas que já foram acusadas por assassinato”, disparou.

Isolada partidariamente, a jornalista disse que tem se apresentado diretamente à população dos locais visitados, entre eles as capitais e municípios localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Bahia, Piauí e Sergipe, por meio de entrevistas aos meios de comunicação e em encontros agendados previamente, via redes sociais. Daqui, a caravana segue para os demais estados no Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul, de onde retorna para Campinas (SP), onde a pré-candidata reside.

“Os apoiadores falam conosco pelo Facebook, nos convidam para suas cidades e muitas vezes ficamos hospedados, dormimos e até comemos nas casas dessas pessoas”, contou, destacando a importância das redes sociais na pré-campanha e lembrando que já são milhares de quilômetros percorridos com o próprio veículo, um Kia Cerato 2011, na companhia do estrategista de campanha Alessandro Nogueira, com quem ainda deverá percorrer outros 18 mil quilômetros. “Estou mostrando que não precisa gastar R$ 70 milhões ou mais para fazer uma campanha eleitoral”.

Pautas polêmicas

Denominando-se uma candidata de “centro humanista”, em meio ao Fla x Flu eleitoral entre esquerda e direita, Valéria Monteiro opinou também sobre alguns temas polêmicos. Ela defendeu a legalização do aborto, criticou a Reforma da Previdência – citando que algumas empresas têm dívidas perdoadas no valor de quase três vezes a dívida da Previdência – e se disse contrária à derrubada do Estatuto do Desarmamento.

Na pauta econômica, frisou que a população tem lidado com números enganadores, onde a inflação é controlada porque ninguém consegue comprar, mas 3% da população detém 95% das riquezas do país. “Difícil crer nos números e informações que nos passam. Para saber o que fazer na economia é preciso saber o que está acontecendo de fato”, pontuou, citando algumas bandeiras, como o fomento ao turismo, inclusive com a recuperação das malhas viária e ferroviária, o fomento ao empreendedorismo e a urgente desburocratização do setor.

Classificando o aborto como uma questão de saúde pública, a jornalista frisou que são as mulheres provenientes da população mais pobre que mais sofrem as consequências, porque não têm como proteger sua saúde durante o procedimento. “Além de feminista e de achar que a mulher tem que ter direito a escolha, entendo o assunto como uma questão da humanidade… Compreendo que o aborto seja sempre um drama na vida da mulher, uma pequena tragédia, mas é uma questão de saúde pública”.

Ela também se posicionou contrária à derrubada do Estatuto do Desarmamento e desabafou que algumas dessas posições têm lhe rendido ataques de “haters” que se apresentam, principalmente, como apoiadores do pré-candidato Jair Bolsonaro: “Acho que muitas desses ataques partem de pessoas que não sabem lidar com a própria indignação que estamos vivendo. Às vezes respondo, vou para o enfrentamento, mas os ataques são brutais, às vezes são agressões puras, que nem dá para discutir”, finalizou.

 

fonte cadaminuto

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