domingo, 24 de junho de 2018
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O segredo, o sonho, a missão, os riscos e os caminhos de Alfredo Gaspar de Mendonça

Neto de um dos grandes nomes do judiciário alagoano, apelidado de xerife, caçador de corruptos e impiedoso contra o crime, Alfredo Gaspar de Mendonça ainda não chegou ao nível de ficar entre a cruz e a espada, mas a emoção tem o levado a um caminho sem volta, até o sombrio mundo da política.

Com 21 anos de atuação no Ministério Público Estadual, o procurador-geral não precisa provar nada para ninguém. Faz parte de um seleto grupo de grandes homens da lei, que conseguem equilibrar os pesos e medidas na balança da Justiça, muitas vezes e injusta.

Não tenho dúvida que a política precisa de Alfredo Gaspar, como a Justiça precisou de Antônio Sapucaia e Diógenes Tenório. A diferença é que em sua trajetória, o desembargador Antônio Sapucaia deu o máximo para vencer o preconceito, as oligarquias e o pedaço podre enraizado no judiciário alagoano.  O juiz Diógenes Tenório, contemporâneo de Sapucaia, é um digno representante da honra jurídica. De conduta ilibada, o galego de olhos azuis conquistou quase tudo o que um homem da lei DIGNO pode ter, porque lhe tiraram o direito de concluir sua história com a honraria de desembargador. O negro Sapucaia e o galego Diógenes têm histórias de vida muito parecidas e conduta jurídica ainda mais semelhante. Ambos se aposentaram no topo da moralidade, mas com pesos diferentes na imoral balança da Justiça.

Os tempos são outros, não apenas pelas facilidades do mundo moderno. De maneira institucional, Alagoas mudou. Os passos são como de um bebê à procura do abraço à mãe. Temos economia sólida, investimentos institucionais em várias áreas e tudo indica que há uma direção apontada para dias melhores.

Mas tudo pode mudar, como mudam as nuvens deste verão chuvoso. 2018 é ano de eleição, com ou sem mudança de governador e de senadores. Na Câmara e Assembleia teremos os mesmos ou seus herdeiros, porque enquanto a base continuar votando nos semelhantes teremos o Estado e o Brasil que não queremos.

E por falar em querer, o que realmente quer Alfredo Gaspar de Mendonça? Para quem não sabe o Tribunal de Justiça de Alagoas está finalizando os trâmites para a inclusão de mais quatro desembargadores, sendo uma vaga indicada pelo Ministério Público Estadual, uma pela OAB e duas para juízes (merecimento e antiguidade).  

Alguém duvida que a vaga do MPE seja de outro, que não Alfredo Gaspar? Há comentários sorrateiros sobre sua “suposta” intenção em disputar o Senado. Os mais próximos do xerife sabem que a emoção, pelo menos por enquanto, está levando a melhor. Alfredo já decidiu que vai largar uma carreira brilhante pelo desejo de se juntar às poucas andorinhas que fazem barulho em Brasília.

É uma decisão pessoal, mas que precisa ser compartilhada com o coletivo. O tudo ou nada mudará a vida do xerife, mas será apenas mais uma voz no ninho de cobras da Capital Nacional.

Precisamos de Justiça e Política. O que não dependemos é dos políticos que temos, com a conivência do judiciário que temos.

Em qualquer dos ninhos a ser escolhido, o respeitado Alfredo vai encontrar cobras venenosas. A diferença está no risco da escolha, mas aí a decisão é monocrática (dele). 

 

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