O julgamento do caso do ex-deputado Luiz Pedro da Silva que aconteceria nesta quarta-feira (02) foi adiado para o dia 16 de agosto. De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça (TJ/AL), o caso que seria julgado hoje teve pedidos de adiamento tanto da defesa, quanto da assistência de acusação, por motivos de saúde. O ex-cabo e deputado estadual é acusado pelo assassinato do servente de pedreiro, Carlos Roberto Rocha Santos, em 2004. De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) defende a contestação da condenação aos 26 anos e cinco meses de prisão devido às provas apontadas no julgamento de 2015. O caso O servente de pedreiro Carlos Roberto estava em casa com sua companheira na madrugada de 12 de agosto de 2004, na rua Nossa Senhora da Conceição, no Clima Bom, em Maceió, quando quatro homens chegaram em um veículo e ameaçaram arrombar a residência caso a porta não fosse aberta. A mulher de Carlos Roberto cedeu à ameaça, e o grupo rendeu o pedreiro sob alegação de que ele seria encaminhado à Delegacia de Repressão às Drogas. No entanto, a vítima foi levada a um local desconhecido, onde foi executada com vários tiros. De acordo com o MPE, os homens faziam parte de uma organização criminosa chefiada e mantida por Luiz Pedro, que teria instituído o grupo para ostentar poder perante a população carente das áreas que pretendia dominar. A suposta milícia privada tinha como atribuições a execução de pessoas que não atendessem às determinações do ex-parlamentar, a exemplo de usuários de drogas. O grupo acreditava que as mortes promoveriam a limpeza das localidades. Segundo o Ministério Público, Carlos Roberto foi morto por consumir entorpecentes, bem como por ter se desentendido com integrantes do grupo criminoso. Rogério Menezes, um dos réus, estaria em um bar quando teria tentado tomar um copo de cerveja da vítima, que o impediu. É atribuído ao grupo o sumiço do corpo de Carlos Roberto do Instituto Médico Legal de Maceió. Na época o corpo foi levado para ser enterrado como indigente no cemitério Divina Pastora, no bairro Rio Novo, mas foi posteriormente retirado do local. Luiz Pedro teve a prisão decretada em maio de 2010 e em setembro de 2015 ele foi levado a júri popular pelo crime. Após dois dias de julgamento, ele foi condenado a 21 anos e dez meses de prisão pelo homicídio qualificado do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos, ocorrido em agosto de 2004. Ele também foi condenado a dois anos e quatro meses pelo sequestro da vítima e a dois anos e três meses por formação de quadrilha, totalizando uma pena de 26 anos e cinco meses.